quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Tal Do Amor

Amar é isso, amar é aquilo. Quantas definições existem do amor. Cada um define o amor da maneira que sente. O amor não tem segredo, de repente, a gente ama. 

Amar é fazer comida pro namorado (mesmo sem saber cozinhar).
Amar é fazer cafuné. É dormir de conchinha. 
Amar é aguentá-lo bêbado. Amar é ir vê-lo jogar futebol.
Amar é ficar assistindo teu namorado jogar videogame e ainda dar um beijo quando sai um gol. Amar é ser sincero e dizer quando está com chulé.
Amar é ceder. É perdoar. É rir e chorar.
Amar é mandar sms de bom dia, bom trabalho, estou com saudades, estou com fome e boa noite. Amar é não conseguir ficar brava, mas fingir que está - só para não perder a razão.

É ficar com ciúme da melhor amiga dele. É sentir vergonha de conhecer a sogra. É fazer charme quando quer alguma coisa. É compartilhar os segredos mais profundos. É não reclamar dos defeitos. É viajar. É badalar. É beber. É transar. É fazer amor. É beijar. É dar selinho. É fuçar o celular escondido e não achar nada. Amar é fazer planos para o futuro. É acreditar no "para sempre". É abraçar. É fazer de cada briga um aprendizado. É se importar. É ir dormir com o celular debaixo do travesseiro. É discutir e rir depois. É andar de mãos dadas. 

Eu tenho vontade de gritar a plenos pulmões o quanto te amo. Mas eu não vou, porque quem grita muito, fica rouca, perde a voz. Chama a atenção! Mas vou te amando assim, baixinho, contida. Se eu espalhar aos cinco, seis, sete ventos - dá errado. E com você, eu quero que dê certo. Se não der, posso dizer de boca cheia: não deu, mas foi infinito cada segundo.

Ana Santos

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Bagagem De Uma Vida

Do meu passado procuro apenas ter comigo os bons momentos, lembrar das coisas boas que já me aconteceram. Da minha infância, da minha adolescência e de toda a bagagem boa que guardei.

Na minha bagagem da infância eu tenho o dipnlik, tenho a lancheira do pré, tenho o cd das Chiquititas, tenho a sandália da Xuxa. Tenho as inúmeras roupas rosas, tenho as amiguinhas vizinhas, tenho a coleção de Barbie. Tenho brincadeira o dia todo, tenho minha mãe ficando de cabelo em pé. Tenho o meu tio me dando a nota de um real e eu achando que estava rica. Tenho a comida da vovó. Tenho Castelo Rá-Tim-Bum, tenho dente debaixo do travesseiro para a fada do dente, tenho os pedidos para o Papai Noel. Tenho a piscina de mil litros no quintal de casa, tenho a boca suja de sorvete, tenho o medo do escuro e do barulho de trovão. 

Na minha adolescência tudo era novidade. Tudo era novo. Tenho as amigas do para sempre, tenho risadas de doer a barriga, tenho o primeiro amor platônico, tenho crise de identidade - não sei se sou rockeira ou pagodeira. Tenho a primeira decepção, o primeiro salto alto e a primeira cantada. Tenho o primeiro encontro, o primeiro cinema, o primeiro beijo e a primeira desilusão. Tenho a noite do pijama com as amigas,  a paquera na escola, uma mudança de visual e a primeira menstruação. Tenho o pedido de namoro, as borboletas no estômago e o choro de um namoro terminado. Tenho o primeiro copo de cerveja, a primeira balada matinê e uma ansiedade enorme de fazer 18 anos.

Aprendi que tem certas coisas que nunca mudam. Aprendi desilusão se torna mais comum que menstruar todo mês. E copos de cerveja e boas risadas curam qualquer tristeza. Aprendi que tudo que sou hoje reflete o que já fui e o que ainda vou ser. 

Aprendi que não devo me importar com a opinião alheia .Afinal, ninguém sabe o que se esconde atrás de um sorriso ou de um coração partido. Cada um sabe a felicidade e a tristeza que tem dentro de si.

E quanto mais o tempo passa, mais a bagagem aumenta e eu só vou guardar o que me convém. Apenas o necessário. Apenas os momentos que dão saudade - mas aquela saudade boa. E se for pra carregar algo de ruim, que sejam as experiências que vão me mostrar o certo do errado, o que vai me ajudar a amadurecer e mudar para melhor. Se não for pra ajudar, lembranças desagradáveis não entram na minha mala.

De peso na bagagem da vida, só quero o que me faz bem.

Ana Santos