quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ao mundo todo o meu amor

Amo ser quem eu sou, sem precisar explicar porque sou.  Amo ser quem eu sou e ter quem goste de mim, sem tirar nem pôr. Amo quando não falo nada e entendem meus sinais. Amo estar em paz com a minha companhia. Amo falar sozinha e de ser atrapalhada. 

Amo acordar no meio da noite e ver que ainda dá tempo de dormir mais cinco horas. Amo o silêncio que a chuva me proporciona e amo a infinitude do universo. Amo ser acordada antes do despertador tocar e amo o som do passarinho perto da janela. Amo sonhar e achar que foi real.

Amo ter pra quem contar o meu dia, mesmo que tenha sido insuportavelmente chato. Dá pra levar com humor e acabar rindo do que não merece a minha insônia.  Amo ter medos bobos e coragens incoerentes. Amo receber massagem e amo fazer cafuné. Amo o frio na barriga quando o avião decola. 

Amo ter momentos inesquecíveis e me lembrar deles com vontade de voltar no tempo e repetir tudo de novo. Mas eu também amo o fato do tempo não voltar. Amo viver como se fosse a primeira vez. Todo dia. Amo beijos roubados, declarações desenfreadas e sorrisos tímidos. Amo rir até a barriga doer e amo chorar até a alma agradecer. 

Amo a presença dos meus amigos e das broncas que levo deles. É inquestionável a preocupação verdadeira de quem gosta mesmo de você. Amo quem vem sem precisar pedir e amo quem vai sem precisar se justificar. Amo quem sabe me acalmar pro que não merece a minha atenção. Amo conhecer gente nova e amo reencontrar velhos amigos. Amo amizades sem cobrança. 

Amo quando sou surpreendida pelo destino e amo quando faço a escolha certa. Ou que pelo menos acho que é. Amo ouvir a mesma música repetidas vezes e amo cantar a letra errada como se ninguém estivesse ouvindo. Amo dançar, mesmo que descoordenada e como se ninguém estivesse me observando. 

Amo comer como se não existisse o amanhã, e em seguida, me arrepender de ter comido tanto. Amo coxinha e comida japonesa. Amo agitar um bar e deixar claro que é dia de encher a cara, mas parar na segunda garrafa de cerveja, por não conseguir beber mais. Amo inverno regado à vinho, cobertor e filme. Amo verão regado de sorvete com farofa de amendoim, festa que emenda tarde com noite e luau na praia.

Amo viajar pra perto da natureza e encher minha alma de prazer. Amo visitar lugares várias vezes e não enjoar. Amo ser íntima de lugares que vou pela primeira vez.  Amo o nascer do sol e o pôr dele também. Amo estar com o pé no chão e a mente longe daqui e de tudo que me preocupa. Amo metaforizar a vida e amo a magia de viver. Amo meu exagero em contar novidades e amo meu jeito poético de simplificar palavras. 

Amo a sinceridade dita pelo olhar. Amo abraços apertados e amo abraços demorados. Amo gargalhada alta e suspiros elevados.  Amo sussurros no pé do ouvido e amo pés entrelaçados. Amo peripécias de crianças e lambeijos de cachorros. Amo me emocionar com gestos simples, gentilezas gratuitas e sentimentos que são doados de coração. 

É fácil ser feliz, não requer inteligência ou muito esforço; requer coragem. 

Observe-se. 


                                                               


                                                     Ana da Mata