quarta-feira, 13 de julho de 2016

wanderlust-se!

Wanderlust, pela definição da web:  "desejo de viajar", é um termo que descreve um forte desejo de caminhar, de ir a qualquer lugar, em uma caminhada que possa levar ao desconhecido, a algo novo, de viajar.

Wanderlust também define a insaciável fome de nunca querer estar em um lugar só, de sempre querer perambular atrás de novas experiências, pessoas, paisagens e nuvens com formatos diferentes em cada lugar descoberto. É a vontade de descobrir novos motivos pra sorrir, e se deslumbrar com que a natureza tem a nos oferecer. É viver e sentir a interminável saga do filme de aventuras que pede parte 1, parte 2, parte 3, reprises e flashbacks. 


Wanderlust nasceu pra ser resposta da pergunta "qual seu hobby favorito?". É o sinônimo de felicidade. É ter devaneios que transmitem perspectiva. É viajar a centenas de quilômetros de distância, sem nem mesmo sair do quarto. É voar para longe, ficar pertinho do céu e querer tocar as estrelas. É ficar 8 horas num ônibus e não conseguir dormir de tanta ansiedade. É conhecer o inesquecível. 


Wanderlust  é compartilhar pra quem quiser ver, que o mundo vai além das notícias. Tem lugares inusitados,  pessoas que de tão especiais - te faz querer colocar na mala e levar embora com a gente. Tem pôr-do-sol, sabores inigualáveis, preços incríveis. Tem chuva, tem clima fresco, tem o preço assustador. Tem o monótono, tem o cheio. Tem o incrível, tem o normal. Tem entusiasmo, tem emoção, tem sensações. 


Wanderlust é o termo colorido que expressa amor, sonhos, loucuras. É o termo que também expressa saudade. É querer de novo, mais uma vez e quem sabe, outra vez. É se atrever ao perigoso, arriscar o improvável, enfrentar o medo. É preencher a alma. É esquecer os problemas, parar no tempo e aproveitar o momento. É se sentir íntima no desconhecido, é colecionar lembranças. Ricas lembranças. É guardar instantes na eternidade da memória. 


Reflita aqui comigo: você conhece os pontos turísticos da sua cidade? Não precisa ir para longe, não precisa gastar muito. A vida é uma viagem que te dá a chance, todo dia, do novo. Deixe florescer o que está enraizado em você. É hora de agir, desligar o celular, fazer passeios de índio.  Economize, planeje, parcele, saia do lugar, descubra, explore.


Wanderlust-se! 








                                                          Ana da Mata

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Felicidade é questão de ser

Tá batido em clara de neve que a vida virou estande, somos fantoches conduzidos por uma rotina pra lá de exigente. Levantamos depois do despertador tocar dez vezes seguidas, reclamamos do trânsito e do excesso de trabalho. Ansiamos a sonhada férias numa praia paradisíaca, porque férias é sinônimo de felicidade. Mas quando, finalmente, ela chega; Perdemos mais tempo escolhendo filtro que aproveitando a viagem. 

Não precisa ir pra muito longe para ser feliz não, sabia? É ilusão acreditar que um tour na Europa irá te livrar dos problemas, te distrai, mas não te livra. Felicidade não é ter, é ser.

É amadurecer e perder total controle sobre sua própria vida, se desesperar e no meio do caos, entender que faz parte do jogo e que o importante é não parar, nunca, mesmo temendo que tudo pode piorar. É enxergar a riqueza na simplicidade, diante de uma enxurrada falsa de ostentação. É perdoar  pessoas que não agregam, não somam e tampouco fazem diferença. É desprezar atos incompreensíveis, porque a força que isso traz, não vale a atenção que lhes é dado. 

É ver beleza no chão com pétalas de flores caídas, enquanto muita gente vê sujeira. É gastar metade do salário comprando cacarecos, mas são os cacarecos que você sempre quis. É ter ousadia em viver, em ter coragem de enfrentar aquilo que já não aguenta mais, porque dói, mas passa. Tudo sempre passa. É ter a capacidade de conseguir chegar em casa depois de duas horas parada num congestionamento, ter ignorado as buzinas e os palavrões de pessoas que querem driblar o trânsito tão rápido quanto você, mas paralisar ali, observando o pôr do sol. 

É dizer que está tudo bem, mesmo com o mundo desmoronando em cima de você. É esquivar-se de motivos que poderão causar borrões na maquiagem. É questionar os erros da vida, não repeti-los e fazer a escolha certa seguindo o coração. É inquestionável o retorno quando confiamos em nós mesmos. É retribuir abraços, somar sorrisos e colecionar amigos. É um almoço com a família reunida, uma tarde de conversas com quem te faz bem e cerveja na promoção. 

Ser feliz requer sabedoria de entender a diferença entre ter e ser. Você por ter tudo que sempre quis, mas se sentir sozinho o tempo inteiro. Sentir que falta um pedaço pro seu quebra-cabeça ficar completo. Ou você pode não ter nada que almeja, mas estar alegre só por saber que está no caminho correto, que as pessoas que estão perto de você, estão por afeto e não interesse. Humildade está na alma. 

Com as enrascadas da vida, os tropeços, os vacilos, a gente aprende a filtrar o que, quem e quando.  A gente aprende que o belo não é o esteticamente grego, é o caráter enriquecido. A gente aprende que pedir desculpas tira o peso, te faz sincero. E que errar é mais comum que acertar. Então por que condenar um erro? Esquece, deleta.

A vida é muito mais que check in, filtros, selfies, ostentação, baladas, viagens caras, carros. Felicidade está naquilo que se vive todo dia. É aquilo que passa por você, que te observa, que te cumprimenta, que te invade, que te encara, que te esgota, que te admira, que te intimida... Como você está tratando sua felicidade diária? 

Não perca o sono por pessoas que não valem seus sonhos. Não se enrugue por coisas que não valem o preço do seu creme. Seja leve. Seja simples.

Ana da Mata

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Tô indo embora

Talvez seja novidade pra você, essa atitude inesperada, sem aviso prévio. Mas eu tô indo embora...

Tô indo porque o nosso amor apagou, prefiro acreditar nisso à assumir que o amor acabou. Talvez nosso amor tenha fugido e se perdido na Rua Augusta, ficou de porre e se perdeu entre todos aqueles bares. Eu não sei, mas aconteceu naquelas mensagens não respondidas, nas ligações não atendidas, nas declarações não correspondidas e naqueles encontros vazios.

Tô indo embora com as melhores lembranças que eu poderia carregar, com a certeza de que algo melhor me espera. E só de ter coragem de partir, é ter a sensação de que a sorte caminha o tempo inteiro ao nosso lado. A gente só dúvida, então joga aos ares o que nós mesmos podemos escolher. Eu escolhi partir. 

Tô indo embora porque o que eu achei que era recíproco, era indiferente. Vou indo pra cuidar de mim, ficar com você é a mesma coisa que ter um cobertor no inverno. Vem, conforta, esquenta e vai embora quando chega outra estação. O tempo passa muito rápido, não vou mais perder momentos felizes enquanto me confronto com a dúvida diariamente. 

Tô indo embora porque com você eu me perdi. Me perdi completamente, pior, me acostumei com a sua rotina. Eu me moldei em você. Eu fiz do seu jeito, o meu. Calma, não estou te culpando. Não é culpa sua e nem minha. Mas a covardia de não enxergar o que é escancarado todos os dias, foi além. Insistir em nós sempre foi uma grande utopia e nem vale a pena lutar por planos irrealizáveis. 

Estou partindo sem o peso da culpa. Tô indo embora com a minha melhor roupa, com aquele batom vermelho que você sempre detestou e com um sorriso leve. Tô indo embora porque a hora certa, acerta. Demora, mas quando a ficha cai, a gente se dá conta que perder o rumo, é ficar livre pra ir onde quiser. 

Já vou indo porque gostar de você, me fez esquecer completamente de como é bom gostar de mim. 



                                                          Ana da Mata